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Quem ache que uma bicicleta também pode ajudar a reduzir emissões, porque é energeticamente eficiente, pode já assinar uma petição que tenta levar ao parlamento a discussão sobre a introdução duma simples alínea:

Ao não serem sujeitos a matrícula, ficaram automaticamente excluídos" do OE2009, que define que podem originar benefícios fiscais os "veículos sujeitos a matrícula exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis".
"Ao permitir que 30 por cento do investido em veículos eléctricos e/ou veículos não poluentes possa ser recuperado no IRS ao fim do ano, a justificação do Governo é incentivar o transporte sustentável, atacar de certa forma a crise energética e ao mesmo tempo ajudar a desenvolver uma indústria de transportes não poluente em Portugal", realçou.


Querem mais razões para não andar de carro? Se no futuro houver cidadão português que não queira ser monitorizado acerca da sua localização, é melhor que não ande em automóveis particulares…

O parecer sublinha que o mesmo decreto-lei "cai fora dos fins permitidos pela Lei n.º 60/2008, de 16 de Setembro, e contraria o direito à privacidade dos condutores qualquer emprego da identificação e detecção electrónica dos veículos para efectuar uma vigilância em tempo real ou a partir de registos sucessivos dos movimentos do condutor dos veículos, incluindo o caso de recurso à implantação de um número excessivo de equipamentos de leitura ao longo do trajecto efectuado".


A passada terça leu-se por todo o lado que já era possível usar o Google Transit com conteúdos para Lisboa, das redes da Carris e Metro.

Eu logo me questionei o porquê de não haver informação acerca dos comboios da CP, e hoje obtive a resposta. Numa conversa com uma responsável da CP, presente na feira-propaganda na FIL, ouvi que a Google não os convidou e no dia de apresentação oficial ela não pôde ir por ter já de ali estar. No seu entender será para breve que as linhas da CP estarão integradas também, e palpitou que talvez a Google Inc. tenha os evitado por a rede urbana da CP em Lisboa ser “mais complexa”.
Ora eu diria que não. Infelizmente a rede de Lisboa é até demasiado simples e tem uma “mão cheia” de rotas e horários.

Mas com isto ligo a outra nuance na notícia de terça: os cabeçalhos de que “Lisboa era 2ª na Europa”. Shame on you, jornalistas de copy-paste! É que bem claro na página principal do serviço se pode ler que há cidades de 8 países europeus, e que na Áustria toda a rede nacional foi disponibilizada pela congénere ÖBB. Era isto que já agora a CP também podia fazer. Melhor que pensar em como centrar a sua oferta apenas em Lisboa, mostre-nos toda a sua rede. É que acima de tudo, estar no google maps é uma publicidade brutal à sua oferta e ainda existe muita gente que pensa que não há comboios em Lisboa ou perto de si.

Ainda dentro do tópico “informação acessível sobre horários”, perguntei-lhe para quando algo como a aplicação java offline da DB. Disse-me que estão a desenvolver algo parecido. Será bem vindo algo que não implique custos num telemóvel (como o Google Transit).

Acabo a falar do Metro. Porquê não ter informação sobre horários? É que apenas frequências não chega para calcular soluções intermodais. É que assim não consegui encontrar qualquer percurso onde me fosse sugerido o metro. Mas noutro post hei de mostrar o que é possível em sistemas de metro que são mais do que galerias de arte.


Antes mais vamos lá ver qual é o feedback do título sensacionalista 😉 Google: work your magic!

Foi com surpresa que li a notícia da Lusa em que houve uma praxe em Beja que consistiu em plantar árvores e limpar matas.

Acho que se foi bem feito, este poderá ser o príncipio duma carreira académica para cidadãos que irão estar motivados e capazes de fazer muito melhor em Portugal, do que actualmente. Parabéns!


Foi com surpresa que “apanhei” uma emissão dum programa “de economia”, bem tarde e no refúgio que é a rtp2, onde se fugiu bastante ao toque habitual … e em vez de falarem de números e coisas macroeconómicas , houve apenas um convidado que durante o inteiro programa se tentou auto-exorcizar.

Foi um registo mais pessoal e humano com bastante tonalidades de psicologia, questionamentos éticos e exibição pública das próprias fragilidades … mas algo que deu uma outra luz sobre o verdadeiro mundo da alta-finança, das gestões eficientes em constante crescendo ou diria mesmo do “core” do sistema neo-liberal.

Assim se aprende como o  “mundo prometido” realmente vai rodando.

Foi um bom serviço público da RTP, que assim nos mostrou um outro ângulo do que foi, é e será as crises financeiras. Para compensar, nos prime-times, os jargões financeiros, inacessíveis (creio) à esmagadora maioria, a confirmação por repetição de dogmas neo-liberais, e da distração que é o apontar de dedos a quem talvez tenha “a culpa” do aumento da “água pró popó”

Vejam, se puderem: http://ww1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=23484&idpod=17450&formato=wmv&pag=recentes&escolha=

Os meus parabéns ao convidado João Ermida, e espero poder ler o seu livro “Verdade, Humildade & Solidariedade

 

Algumas quotes:

“dinheiro é para fazer coisas”

“psicóloga de alto-executivos” que disse “isto já começa a acontecer com pessoas jovens, universitários”


Finalmente um passo concreto em boa direcção. Não só é uma medida prática com bastantes vantagens, como é um excelente exemplo cujo simbolismo espero inspirar muita gente e empresas.

A Câmara Municipal de Lisboa vai reduzir a sua frota automóvel de 400 para 230 veículos, o que vai resultar numa poupança de 840 mil euros anuais.

Câmara de Lisboa vai reduzir frota automóvel – TSF

a mesma notícia no Público


As possíveis medidas que talvez um dia sejam tomadas só em Lisboa , reacenderam o “friendly-fire” dos comentários de quem sabe muito bem como resolver os problemas do país.

O que é frustante é ver que poucos reconhecem que o elefante ESTÁ no meio da sala. Ou se queixam do cheiro, de que os trocos desaparecem (maldita tromba aspiradora!), de que já não há tanto espaço para se sentarem, de que têm que pagar impostos sobre paquidermes (ké isso e pq?),  de que não vêem outra forma em como ir trabalhar no circo lá bem longe, de que ainda cabem mais animais lá no zoo caseiro, etc etc…

Se calhar seria melhor reflectir possivelmente acerca de, quem sabe, equacionar hipoteticamente o porque não deixar o elefante … ups, espero não ter alarmado ninguém! Perdoem as minha palavras árduas!

Fora de metáforas,
partilho uma vez mais a minha opinião com o Miguel, a quem agradeço uma vez mais por "monitorar" este tópico e intervir numa lógica de participação cívica positiva.

A falsa questão da liberdade individual no controlo do trânsito

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