Primeiro há que reconhecer o inevitável: a Baixa está em estado vegetativo.

Depois há que estar atento que uma luta gigante se está a travar: entre modos de vida enraizados, idealizados e desejados que continuem (mas cada vez menos insustentáveis) e entre mudança de quotidianos e paradigmas. Paralelamente está já em curso a pré-campanha para a CML, e dum lado há quem está a apostar em ideias (até então apenas vocalizadas) e do outro quem quer manter as mesmas apostas (que estão a dar tão bons frutos).

Na baixa promete-se alterações como nunca antes, e logo se começa a ouvir as vozes de quem ainda acredita que devia-se acelerar  em direcção ao abismo.

Este estudo, de resultado esperado, bate a tecla do “não se faz, porque ainda não está feito” (a figura destes “estudos” fascinam-me, será que não deviam pôr sempre na bibliografia o Herr Goebbels?)   Ora, se não se quer “restringir significativamente” o tráfego automóvel (lembrar que o estudo foi pago pelo ACP) porque não o dizer claramente? Façam campanhas óbvias que nem a dos “mais N mil automóveis em Lisboa”, depois deixem os cidadãos escolher. Agora, “fingir” que se dá valor à mobilidade sustentável pedindo mais betão… não!!!

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