Amanhã, o Diário Económico dá conta de que Pontes sobre o Tejo perdem 5.500 carros por dia e que a Fertagus ganha clientes à Ponte 25 de Abril.

É o que a crise faz: apela à racionalidade na altura de escolher a forma de mobilidade. Importa também repensar se vale a pena gastar quase o dobro para dotar a TTT de tráfego rodoviário.

Aliás, esta forte tendência altista dos combustíveis poderá ter iniciado uma mudança de comportamento de parte da população, uma vez que é muito provável que em certos casos tenha havido uma transferência do transporte individual para o transporte colectivo, como se estima ter acontecido com a queda do número de automóveis que cruza as pontes sobre o Tejo, que terá sido compensada por um crescente número de passageiros a utilizar a travessia ferroviária disponibilizada pela Fertagus na ponte 25 de Abril ou as viagens fluviais proporcionadas pelos barcos da Transtejo.